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Manchester Metropolitan University's Research Repository

Notas sobre a Criança transviada: considerações queerfeministas sobre infâncias

Cardoso, Daniel (2018) Notas sobre a Criança transviada: considerações queerfeministas sobre infâncias. Periódicus : revista de Estudos Indisciplinares em Gêneros e Sexualidades, 1 (9). pp. 214-233. ISSN 2358-0844

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Abstract

This paper contributes to a critical analysis of the political and citizenship issues around “the Child” and, overall, of youth, by summarizing how the Child has been construed as a ‘natural’, white, heterossexual, patriarcal and classista body. This summary stems from the work of several queer and feminist authors, and their joint work demonstrates how this concept has been historically mobilized to support white, high-class, heteropatriarchy, and how this discursive order continues to be redeployed by liberal feminism and mainstream LGBT movements. The paper ends on resistance: from Edelman’s critique and the re-readings by Stockton of several famous works of art, I intend to demonstrate how the Child can be seen as growing sideways, and how this process is fundamental to the dissolution of discriminatory systems of citizenship that naturalize relationships of domination and objectification against certain bodies, considered to be dissident, with an ‘orthopedically’ incorrect growth. Este texto contribui para uma análise crítica das questões políticas e de cidadania da figura da “Criança” e, de modo mais geral, da juventude, fazendo uma resenha da forma como a Criança tem sido construída enquanto um corpo ‘natural’, branco, heterossexual, patriarcal e classista. Esta resenha é feita a partir de várixs autorxs queer e feministas, e a sua leitura conjunta mostra como o conceito tem sido historicamente usado para sustentar o heteropatriarcado branco de classe alta, e como esta ordem discursiva continua a ser reintegrada pelo feminismo liberal e pelo movimento LGBT mainstream. O artigo encerra com um ponto de resistência: a partir da crítica de Edelman e das releituras que Stockton faz a várias obras famosas, considera-se como a Criança pode ser lida enquanto transviada, e como esse processo é fundamental para a dissolução de sistemas discriminatórios de cidadania que naturalizam relações de dominação e objectificação política contra certos corpos, considerados dissidentes, cujo crescimento não é visto como ‘ortopedicamente’ correcto.

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